sábado, 8 de setembro de 2007

Tales from Jundiaí

Ou senta que lá vem história...

“Eu não tenho estrutura para ser pobre.”
Alan Livan – que repetia a frase insistentemente durante a ida até Jundiaí

“Vai brincar no blog agora.”
Alan Livan, no dia seguinte antes de ir ao hospital

Vocês sabem que, quando o pai dá as ordens a gente tem de cumpri-las. Mas quem brincou mesmo ontem – e se estrepou literalmente – foi o nosso pai, colega, ursinho pimpão, Tony Ramos do SBaiTola e o zelador do grupo do Dona Bandalha (engraçado que o cara nunca desentupiu a privada ou trocou a lâmpada lá de casa), Alan Livan. A parte proletária do Dona Bandalha (entenda-se Thaís, Alan, Marcelo e o colaborador pau pra toda obra Vinícius) voltou de Jundiaí de trem. Depois de um chá de cadeira que tomamos na transferência em Francisco Morato e desfrutarmos do que há que há de melhor que esse meio de transporte pode oferecer, chegamos na Barra Funda. Já era mais de meia noite e meia e, para a alegria geral da nação, uns nada simpáticos funcionários colocaram a pá de cal em cima de qualquer esperança sobre a possibilidade de pegar o próximo metrô. Marcelo, filósofo nas horas vagas, meditou sobre as possibilidades de ir a pé da Barra Funda até o Alasca. Claro, se pensarmos em uma pedagogia e na preparação do ator-artista-arte-educador-bandalha é possível chegar no Alasca. Mas nós não queríamos ir até o Alasca, muito menos naquela hora da madrugada. Queríamos chegar em casa e contar carneirinhos, só isso. Mas a situação que se apresentava até aquele momento era que nós iríamos contar nossas pegadas de camelo até a chegada ao nosso nada obscuro objeto de desejo: a cama. E só depois contar carneiros, ovelhas, dromedários, gazelas...

Corta a cena. Voltemos ao trem. Um Zé surge no vagão. O cara é um tipo muito do sossegado, que bola um no canto do trem e parece engatar um foda-se bem gostoso para as horas, o tempo e o desconforto do nosso cenário. A gente nem imaginava que esse Zé ia ser tão importante para o resto da história. E nem ele, aposto.

Na Barra Funda, Alan fala com o Mozão, deixando a patroa a par de cada um de seus passos. Ao desligar o telefone, o Zé, salve Zé, fala: “Tem um trem lá embaixo”. Marcelo ignora o Alasca e corre. Thaís corre. Vinícius corre. Alan corre pra provar que pode ser bom no salto de obstáculos.

Ele é bom sim. Só não estava usado o calçado adequado para a modalidade.

Alan escorrega e cai na escada rolante. Desce colado nas escadas provando que, na brincadeira “que bicho eu sou agora?”, ele era uma linda estrela do mar. Sob gritos de “levanta, Alan!”, Alan não levanta. Mas, antes de se esfolar de vez na escada rolante, ele consegue subir e mostra que, como um portador de necessidades especiais, ele poderia disputar alguns metros no Para-pan-americano.

Placar final: classificação na finalíssima de Jundiaí e um dedinho quebrado. E Alan mostra que, definitivamente, não tem mesmo estrutura para ser pobre.

Obs: Sobre dedinhos quebrados e aleijados, nós já temos o substituto do Ivan no nosso programa televisivo. Será agora Os dedinhos do Alan sem Ivan. Não se preocupem. Ivan tem emprego garantido como um daqueles bonecos infláveis na frente das borracharias já que o Dona Bandalha ainda não lhe dá a devida recompensa financeira para o nosso guitarrista endemoniado. Pelo menos nas borracharias ele vai ter de onde tirar o dinheiro para a compra de seus pães doces de padaria.


Isso é Lola, mulher à frente de seu tempo e mal compreendida pela sociedade. Mas entendam, queridos, tudo isso é amor, tá?
Festival Canta Encanto - Jundiaí

Entre mortos, feridos e uns dedinhos quebrados (diz ai, Alan!) estamos classificados para a finalíssima do Festival Canta Encanto de Jundiaí.

Quem puder, apareça.

Quem não puder, bem...com certeza vocês tem coisa melhor pra fazer. Mas torçam por nós!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Dona Bandalha em Jundiaí! Independência ou morte!


É amanhã. A trupe da Dona Bandalha vai participar do Festival Canta Encanto em Jundiaí. O Festival vai acontecer no Parque da Uva, que fica na Rua Jundiaí 1111. Levaremos a música Beijo no Asfalto. Torçam por nós! Apareçam lá ou mandem um pensamento positivo pra gente conseguir levar algum prêmio.

CUidado ou pimenta em certos * é refresco som senhor!



CUIDADO!
Prestem bastante atenção aonde vocês andam enfiando o nariz ( ou outras partes da anatomia menos sutis...). Descobrimos algo que pode ser de interesse de muitos. No ensaio cênico da Dona Bandalha, em uma pausa para conversas inúteis, Marcelo contava que comeu um patê de pimenta. Eu perguntei onde se passava tal patê e a Thais mais do que depressa quis dar sua contribuição ao debate: - Você não sabe? No cu. Claro...
Não censuramos a ninguém tal prática esdrúxula. Thatoca tem todo o direito de enfiar o que quiser onde lhe diz respeito e achar que pimenta não só no dos outros é refresco. Mas que todos fiquem informados do perigo que podem correr.
Este foi mais um serviço de informação pública da Dona Bandalha Corporations

A causa secreta da coceirinha do Alan

Nossos agentes secretos da bandalha, ensimesmados com a tal história da coceirinha nos olhos do *, digo, nos belos olhos de Alan Livan, foram até o Google, fonte de todo saber virtual, e descobriram o que tem atormentado de verdade a vida do nosso ator, cantor e ursinho de pelúcia da Dona Bandalha.

Não é geléia de pimenta.

Verminoses:

Oxiúrus é um tipo de verme pequeno e fino que pode aparecer nas fezes como fio de linha branca. Os oxiúrus vivem nos intestinos e podem alimentar-se com alguns dos nutrientes da comida. Normalmente não são perigosos mas causam vários incômodos.

São comuns em famílias com crianças pequenas. Se a criança tem oxiúrus ela pode ficar agitada na cama à noite, sem conseguir dormir devido à coceira no "traseiro". Esta coceira é causada pela fêmea do oxiúrus que sai do intestino para colocar os ovos na região anal. Nas meninas elas podem entrar na vagina, causando coceira e corrimento.

Os oxiúrus podem passar de uma criança para outra. Os dedos podem ser contaminados pelos ovos e quando elas estão brincando, depositarem-se nos brinquedos e serem levados para o interior do corpo quando as crianças levam os dedos ou brinquedos à boca. Quando coçam o "traseiro", os ovos ali depositados podem entrar embaixo das unhas. As crianças podem espalhar os ovos pela casa, inclusive nas cobertas e infectar os adultos. Os animais de estimação não passam oxiúrus, pois os deles são de um tipo diferente.

O exame para verificar a presença do oxiúrus é o swab anal. Um abaixador de língua com uma fita adesiva na ponta é pressionado sobre a pele da região anal, e a fita colocada sobre uma lâmina é vista ao microscópio onde aparecem os ovos.

O tratamento é feito com medicamentos. É importante fazer o tratamento de todos os familiares, lavar as cobertas em água quente, cortar as unhas bem curtas e lavar muito bem as mãos.

O Tom Zé mandou essa imagem para o Alan.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Testemunho de uma ex-bandalha

Passaram-se quase dois anos desde quando Claudinha escreveu esse depoimento. Muita coisa mudou (inclusive o nome que antes era Bandalheira), gente saiu do grupo, gente que fez menção de entrar e não ficou. O Brinquedo de montar brinquedo ainda estava distante enquanto projeto. Mas o mais importante é que o grupo começou a tomar corpo e a pensar mais seriamente no rumo bandalha a partir dessa época. Sem falar na importância do depoimento da Claudinha, pessoa que a gente tem um puta carinho e respeito e que se auto-intitula como madrinha da bandalha toda (a gente espera pelo presente de dia das crianças, viu dona Cascarelli!).
Tudo começou com a turma de 99 – EA. Alan e Ale Riviello fazendo música para o Ikeda e pra aproveitar o embalo inauguraram o “Puta Cara Podre” ou “Coisa Interior” (as músicas do Bandalheira sempre tem dois nomes). A vontade de ter uma banda na faculdade foi crescendo, o Alan muito empolgado contagiou algumas pessoas inclusive eu quando me mostrou a letra de “Power Flower” ou “Bicho Grilo” ou “É eu sou bem isso” (essa música deve ter mais nomes) e pediu para eu estudar a proposta de colocar uma melodia. Pensei num estilo Rita Lee e Kid Abelha com música oriental, naquela época eu era naturalista e ele tirava um sarro disso, no começo me irritou um pouco, depois tudo virou bandalha. O Guilherme (Telles) deu uma puta ajuda para gravar esta música e mandar para o festival de Ilha Solteira. Quantos improvisos fizemos, convites para tocarem na nossa banda, até ir para o festival, não conseguimos baterista e outro carinha tocou para nós. Trouxemos o prêmio “Conjunto da obra”, meio esquisito mas o povo gostou muito.
A história de que a banda não tinha a mesma formação nas apresentações é pura verdade. Era a maior dificuldade quando aparecia algum show para fazer pois sempre estava faltando um músico, que dificuldade!!!
Como tudo tem seu tempo, o Bandalheira cresceu e com o empenho da galera: João, Beto, Fernando, Gui, Marcelo, Kely, Thaís e agora Ivan parece que agora vai! Eu, hoje sou a fã nº 1 adoro assistir e cantar as músicas que cantei no palco, dá muita vontade de sentir essa adrenalina com a turma, fico feliz e curiosa com os novos arranjos que o Fernando propôs sempre valorizando os vocais.
Me intitulo a madrinha dessa Bandalheira!
Muitos beijos!
Muita energia!
Claudia Cascarelli – 07/05/05

Quem lembra dessa?

Em busca dos nossos antepassados bandalherísticos. Sim, hoje a metade que sobrou está chata e sem graça, sim o embaixador da Unicef está cada vez mais gagá, mas esses caras foram pioneiros na arte de fazer humor. Esse quadro eu vi quando passou pela primeira vez e marcou minha cabeça pra sempre.

Denúncia!

Inacreditável! Dona Bandalha como alguns sabem um dia chamou-se Bandalheira. E chegou a assinar Banda Lheira ( se mau gosto desse cadeia...). Mas para marcar uma nova fase em sua vida e devido a enorme quantidade de grupos homônimos ( quase uma centena) resolveu-se mudar a alcunha do grupo. Depois de um tenso congresso com participação do grupo, fãs e delegações do mundo todo chegou-se ao novo nome. Pois não é que um dos membros da delegação portuguesa montou um super grupo com nosso antigo nome?
Vejam com seus próprios olhos!

Eu to cabulando aula ou Toca Raul, porra!

Isso mesmo. Eu não tenho desculpa de conjuntivite como o Alan. Eu só tenho a vagabundagem como desculpa. Se é que vagabundo se desculpa.

Mas prestarei um serviço de utilidade pública bandalha para justificar esse momento de ócio pouco criativo. Um videozinho pra lembrar de antepassados nossos (que não é o Noel e nem a Aracy dessa vez). Trata-se de Raul Seixas com caldo da feijoada búlgara.



Eu nasci há dez mil anos atrás por Móveis Coloniais de Acaju.

E dá pra baixar o disco dos caras (Idem) e o EP no site deles. Vale a pena: http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Dona Bandalha em busca do elo perdido ou quem foi o fdp que começou essa bandalheira toda


Não dá pra falar de Aracy e não pensar em Noel.

Quer dizer, pra quem tem o mínimo de cultura musical, claro. Senão ela vai ser sempre a velha dos "10 pau" (que era divertido também). Mas ela quando jovem, magrinha, nos idos da década de 30, gravou os sambas imortais de Noel e foi uma das intérpretes preferidas do compositor.

Pois é.

Semana que vem faz 70 anos da morte de Noel. E dai? Não, não se trata daquelas comemorações dos mortos que jornalistas adoram colocar nas suas pautas. Bom, na verdade, pode ser sim. O mais importante é que, a partir da semana que vem, a obra de Noel Rosa vira domínio público. Assim como já são as obras de Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Sinhô.

Ai vai um raro registro do mestre com o Bando de Tangarás. A música é ótima. Claro que o Dona Bandalha tem em mente de, num futuro próximo, homenagear um dos nossos antepassados. Porque o Noel foi um bandalha de primeira.